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Ensinamento 1: Viva como as Oliveiras

É assustador nos preocuparmos com a nosso corpo somente quando estamos doentes demais, mas infelizmente é assim que a maioria de nós segue a vida e costuma lidar com as situações “desagradáveis” do dia a dia. São tantas atividades, tantos compromissos para cumprir que não nos damos ao luxo de pararmos.

Porém, de acordo com os estudos feitos pela socióloga, especialista em felicidade e autora do livro Ponto de Equilíbrio, Christine Carter, é importante que a gente pare um pouco e repense o ritmo frenético com que lidamos com a rotina. Para exemplificar o pensamento, ela coloca em perspectiva a forma como as oliveiras produzem seus frutos.

“Oliveiras são plantas com alternância de produção, o que significa que produzem muitos frutos em um ano, e praticamente só galhos no ano seguinte, criando o que é chamado de ‘colheita curta’. Elas produzem menos frutos em um ano de forma a produzir uma colheita grande no seguinte”.

Para a autora, neste mundo superocupado dedicamos pouco tempo para os momentos de descanso e rejuvenescimento. Com o passar do tempo, a ausência dessas atividades “não instrumentais” afeta drasticamente nosso comportamento e vitalidade.

É fato que quando olhamos os exemplos de empreendedores de sucesso, o discurso é sempre de esforço e foco, e esse não é um pensamento de todo errado. As pesquisas mostram que uma prática consistente e deliberada nos leva a um desempenho máximo, porém “trabalho focado não é o mesmo que trabalho interminável”. Para sermos produtivos como as oliveiras, precisamos dar pausas. É necessário saber quando parar.

Mas como saber qual o limite? Como viver como as oliveiras? A autora dá uma dica muito importante: preste atenção nos seus ciclos.

Ciclos Circadianos e Ultradianos

Para viver como uma oliveira e ser produtivo (de verdade), é necessário respeitar seu ciclo circadiano e ultradianos. O primeiro diz respeito ao nosso ciclo de 24 horas, ou seja, a relação que o nosso corpo tem com o dia e a noite. O sol nasce e se põe e um ciclo circadiano se completa. Mesmo descobrindo o nome só agora, já estamos bem acostumados com ele.

O X da questão, porém, está no ciclo ultradiano. Dentro do ciclo circadiano, todos nós possuímos ciclos ultradianos, tanto no período da manhã quanto da noite. Mas que raios é isso? Você me pergunta.

Carter explica da seguinte forma:

“Um ritmo ultradiano é um período ou ciclo que se repete no decorrer de um dia circadiano de 24 horas, como a respiração ou os batimentos cardíacos (…) Nossos padrões de ondas cerebrais também apresentam ciclos enquanto estamos acordados”.

Ahá! E é aí que fica a dica de ouro do post de hoje: esses ciclos acontecem a cada uma hora e meia mais ou menos, e é quando vivenciamos uma queda ultradiana e sentimos aquele sono abissal, que não sabemos explicar de onde vem. E é aí que as pausas são necessárias.

Caso ela não aconteça e seja amortecida por cafeína, remédios, adrenalina e hormônios do estresse, na grande parte dos casos estudados as pessoas ficam ansiosas, agitadas e com baixo desempenho. Ah, mas no meu trabalho não rola sair dar uma volta. A questão aqui é dar um descanso para o seu cérebro com outra atividade “não instrumental”, ou seja, que você não é obrigado a fazer e sim porque sente prazer.

“Devemos aprender a honrar os ritmos naturais de nossos dias e de nossa vida. Podemos viver como as oliveiras, que produzem azeitonas por centenas de anos, e não como os iPhones, que são fabricados para durar um ou dois anos”. Tapa na cara? Sim, pra mim foi tipo isso. É fácil respeitar esses ciclos? Não, dá uma trabalheira sem fim, mas é possível. Passinho após passinho!

Vamos ser oliveiras ou iPhones?

 

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Empreender envolve desistir

Talvez uma das lições mais difíceis do empreendedorismo e (não acredito que todos que empreendem já tenham percebido isso) que minam todas as nossas forças é não saber quando parar. Não existem chefes, em teoria você está trabalhando em algo que é seu e, sim, tem muita gente pregando por aí que você precisa dar tudo de si e mais um pouco para chegar no que deseja.

Em partes, essa é a mentalidade, mas o que vejo bem poucas pessoas falando é o quanto é necessário ter equilíbrio em todos os aspectos da vida para que ao invés de empreendedor, não nos tornemos escravos de nós mesmo. Não existe férias, não existe tempo pré-determinado de jornada de trabalho, não existe tempo para alimentação regrada.

Boa parte de todos esses sintomas estão ligados a premissa de que dando tudo de si agora, você poderá descansar depois. Quando a conta bancária estiver cheia, quando o negócio estiver com muitos investidores, quando clientes vão estar entrando pelas batentes. Só que não é bem assim. Todo começo é difícil? Sim. Porém esquecemos que sonhos são realizados quando todos os outros pilares da nossa vida estão em completa harmonia. Uma cadeira não se sustenta se estiver com uma das pernas quebradas.

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Foto: Divulgação

 

No ano passado, recebi um livro da Editora Sextante que se tornou meu guia de vida: Ponto de Equilíbrio, de Christine Carter. Eu estava sobrecarregada no trabalho, estava tentando construir uma casa e dizia sim para qualquer outro trabalho extra que aparecesse. Resultado: cheguei a um nível de estafa e estresse tão grande que, ao final de um projeto, estava querendo largar tudo e com meu emocional completamente devastado.

E estar assim não é só pra quem tem seus 40 e poucos anos. Pode acontecer com 24, como foi comigo. Eu não estava feliz e achava que empreender me salvaria do caos em que me encontrava. Mas empreendedorismo não funciona se as pernas da cadeira estão quebradas (sendo repetitiva). A vida não funciona se tudo não está em seu devido lugar. E a minha primeira tentativa de empreender deu muito errado, e eu desisti.

Pensando nisso, durante esse mês vou compartilhar alguns dos ensinamentos do livro que me fortaleceram na minha segunda tentativa de empreender e que me ajudaram a começar a nova faculdade, buscar desenvolver minhas capacidades como professora e, mais recente, abrir meu canal no youtube e começa esse blog.

Ufa! Parece bastante coisa e é, mas sou adepta de livros de auto-ajuda que não são piegas. Que são práticos e feitos para a vida real. Se me ajudou, pode ajudar você também.