A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, Martha Batalha

Eurídice bem poderia ser minha avó. Senti isso desde as primeiras páginas de A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, escrito por Martha Batalha e publicado pela Companhia das Letras. Ambientado no Rio de Janeiro dos anos 40, a história conta como foi a vida da personagem, que tem sua trajetória marcada por fatos que a moldam segundo o querer de terceiros, nunca os seus.

Na infância, o sonho de tocar flauta vai por água abaixo por vontade dos pais, seu Manuel e dona Ana, que eram avessos a tudo o que era estranho a seus olhos. A filha tocar na Sinfônica?? Eu hein! Já casada com Antenor, o sonho de ser ter seu caderno de culinária publicado se torna ilusão com as gargalhadas do marido que não vê em seu projeto futuro algum.

O tempo passa e a costura e seu ateliê montado na sala de casa também vira fumaça quando Antenor fica doente e descobre o projeto, que vale dizer, fazia muito sucesso e tinha várias clientes pelos bairros do Rio. Como Eurídice tinha coragem de trabalhar desse jeito? E a casa, e as crianças? Jogadas às moscas, no pensamento do marido. Afinal, ele era o provedor e ela a dona de casa. Estes eram os papéis, muito bem estabelecidos pela sociedade naqueles tempos, e não poderiam ser mudados só porque Eurídice estava entendiada.

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O livro ainda desdobra a história de várias mulheres, vizinhas ou não da personagem principal, que também se veem moldadas (ou amordaçadas) pelos pensamentos e costumes de sua época. Cada um ali, seja homem ou mulher, tem seus motivos para levar a vida que leva. Seja por enfado ou apatia, sonhos não alcançados ou dedos das próprias mães, cada personagem revela um mundo a ser desvendado a cada página.

Todas as histórias de se entrelaçam de alguma forma e Martha Batalha consegue transformar Eurídice, Antenor, Zélia, Guida, Antônio e tantos outros em pessoas reais, que habitavam um sociedade que nos é estranha e que povoa nosso imaginário apenas pelas histórias antes de dormir que nossas avós contavam. São tão reais que podemos sentir suas dores e se incomodar com cada frustração ou sorrir com cada alegria.

Minha única ressalva para a edição que comprei são alguns erros de revisão, que afetam a compreensão em alguns momentos, porém não a ponto de prejudicar a leitura como um todo. Vale cada página lida para perceber que o que nós, mulheres do século XXI, conquistamos e ainda precisamos conquistar. Por você, por mim e por Eurídice, que bem poderia ser a sua avó.

Ficha Catalográfica:

Título: A Vida Invisível de Eurídice Gusmão

Autora: Martha Batalha

Editora: Companhia das Letras

Ano de Publicação: 2016

Gênero: Ficção brasileira

Número de Páginas: 188

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7 coisas simples que você pode fazer para aproveitar o dia de hoje

Aproveitar o momento presente é um dos grandes desafios que a humanidade tem que enfrentar. Não sei você, mas eu tenho a tendência de ficar ruminando tudo o que fiz ou preciso fazer amanhã, e de acordo com a teoria Mindfulness é o momento presente que importa realmente. Você só pode agir no hoje. E nada mais.

Semelhante a ela, temos a filosofia utilizada pelos Narcóticos Anônimos em que é essencial viver um dia de cada vez, simbolizado pelo lema: Só por hoje. Não existem mais ações a serem feitas no passado e nada que possa ser feito no futuro, afinal, estamos todos vivendo o presente, agora, enquanto você lê este post. Não é possível se projetar novamente para as 9h e tomar um café da manhã mais saudável, nem fazer hoje as compras necessárias da sexta.

Por isso, existem 7 coisas que você pode fazer hoje para deixar seu dia mais leve. Vamos lá?

1. Faça um daqueles bons intervalos durante o dia.

Para cada 60-90 minutos trabalhados, tire um pausa de 10 a 15 minutos. Saia um pouco e divirta-se!

2. Aumente a proporção de emoções positivas em relação às negativas.

Há dias em que estamos mais negativos. Eu, por exemplo, não funciono muito bem em dias nublados, mas o mundo não para (ainda mais em Curitiba) e preciso criar situações que me deixem feliz e motivada para encarar as atividades do dia. Hoje de manhã, fiz minha bebida quente preferida e só de sentir o cheiro dela já fiquei muito mais feliz. A socióloga e autora do livro Ponto de Equilíbrio (que falamos bastante aqui no blog) afirma que ” para levar uma vida feliz, a pessoa precisa vivenciar, em seu cotidiano, um mínimo de três emoções positivas para cada negativa (3:1)”.

3. Crie um pequeno hábito que lhe poupará tempo.

Coloque suas chaves sempre ao lado da porta, lave a louça logo após comer ou até mesmo organize suas coisas do trabalho na noite anterior. Qualquer esforço feito hoje pode fazer uma enorme diferença amanhã, ou seja, por mais que não possamos agir no futuro, o que fazemos hoje influencia diretamente o amanhã.

4. Estabeleça um hábito de felicidade.

O que te deixa feliz? Não precisa ser algo grande, como viajar para o Caribe. Os hábitos de felicidade devem ser coisas do cotidiano, como jogar Minions na hora do almoço ou ouvir aquele podcast sobre empoderamento da palestrante que você admira.

5. Tire 10 minutos para não fazer nada.

Está lançado o desafio. Não fazer nada parece estranho em um mundo onde estamos com celular quase 100% do tempo, mas vale tentar. Os estudos apontam que não há problema em ficar entediado olhando para o nada, o resultado será excelente, pois não fazer anda por 10 minutos nos deixa muito mais produtivos depois.

6. Sorria para o atendente e puxe uma rápida conversa.

Sim, vale falar sobre tempo, mas adicione um plus  a conversa: ao final, se despeça falando o nome da pessoa. Normalmente os caixas do supermercado tem seus nomes no crachá, mas se não tiverem, pergunte seu nome. Vale até o seu vizinho sonolento no elevador. Pratique!

7. Resolva um pequeno problema num relacionamento importante.

Quanto tempo faz que você não almoça com a sua mãe? Este é só um exemplo, ainda mais se o relacionamento entre você e o outro está um pouco tenso. Encontre algo agradável (e sincero) para dizer, mesmo que as coisas não andem tão fáceis.

Que em 2018 nós possamos viver mais o momento presente. Feliz Ano Novo, pessoal!

Criando Novos Hábitos: Identifique os mini-hábitos dentro da sua rotina

Este post faz parte da série Ponto de Equilíbrio.Você pode conferir os outros posts aqui! 

Faz dois anos que venho buscando ser mais produtiva e, consequentemente, mais organizada. Confesso que devido a minha ansiedade não consigo fazer isso satisfatoriamente, porém não tenho me cobrado muito para não ficar ainda mais ansiosa, e também porque sei que, dentro das minhas limitações, tenho dado o meu melhor.

E eu acredito que é bem isso: dar o seu melhor a despeito das suas limitações, seja ela quais forem. Esse semestre a minha rotina mudou muito com as aulas. Antes dormia tarde e acordava a hora que queria, porém agora levanto antes do galo cantar e começo a trabalhar quando o sinal bate, às 7h15.

Essa semana, revisitei meu livro-guia para manter a vida equilibrada e retomei o blog também (o que me deixou bem feliz!). Por isso, continuamos com as dicas para criar novos hábitos, que não é algo fácil, mas necessário. Existem algumas coisas que preciso mudar, principalmente na minha rotina matinal, em que meu grande e pesado elefante está tomando o controle total do que faço.

Lembram que o primeiro passo é esboça a rotina, certo? Já fizeram esse exercício? Antes de escrever esse post, sentei por algum tempo em frente ao Evernote (app que estou usando para anotar minhas coisas) e esbocei minha rotina matinal da forma ideal. O que eu sei que poderia fazer para me sentir mais disposta durante as primeiras horas da manhã.

Ficou assim basicamente:

ROTINA MATINAL DURANTE A SEMANA (MEU PILOTO AUTOMÁTICO):
 
21h30: tomar um banho relaxante e arrumar a mochila do colégio para o próximo dia.
22h: desligar todos os aparelhos eletrônicos que podem me deixar acordada até mais tarde.
5h: ao escutar o despertador, que fica no banheiro, levantar e se sentar no chão para uma meditação guiada de 20 minutos.
5h20: ler minha meditação matinal e a lição da escola sabatina.
5h30: me arrumar para ir à escola.
5h45: preparar e tomar meu café da manhã. Precisa ser algo que sustente, mas que seja rápido de fazer no piloto automático.
6h05: sair para trabalhar.
Pode parecer estranho ela começar na noite anterior, mas Christine fala que nosso hábitos matinais são diretamente influenciados pelo que fazemos antes de dormir, e percebi que isso é verdade durante esses quatro últimos meses. Se vou dormir tarde, volto ao meu hábito estabelecido, que é apertar a soneca até não poder mais.
Para mudar esse estado e conseguir fazer tudo o que pretendo lá em cima, foi importante perceber os mini-hábitos que tenho quando não consigo pensar direito e o elefante toma conta. E aí vem o segundo passo para criar bons hábitos e eliminar os ruins:

Dica 2: Identifique os mini-hábitos dentro da sua rotina mais ampla

A ideia sugerida por Carter é que você consiga fazer um esboço completo da sua rotina (mesmo que ela não seja tão estabelecida assim, ok?) para depois se debruçar a estudá-la. O que você faz automaticamente em cada uma das partes do seu dia? Essa não é uma recomendação dela, porém percebi que ao dividir minhas rotinas em: manhã, tarde e noite, consegui ter uma visão mais detalhada e localizada dos hábitos bons e ruins que precisava trabalhar para eliminar ou reforçar.

Importante: para criar novos hábitos, é necessário criar um gatilho, uma rotina e recompensas.

Ao esboçar minha manhã, a ideia foi basicamente esta:

criando novos hábitos

Tentei legendar os mini-hábitos que tenho em cada uma das minhas ações da manhã. Sou uma pessoa bem visual e algo colorido sempre me dá uma recompensa boa para continuar me mantendo organizada (lembra? gatilho-hábito-recompensa).

No meu caso, meu gatilho sempre é algo interno: como um desconforto e falta de controle, isso me lembra automaticamente que estou desorganizada e sem controle, o que me leva a buscar novamente as ferramentas de produtividade com as quais me identifico. A minha recompensa é fazer tudo colorido e isso me dá um prazer que reforça meu comportamento e me dá grandes chances de continuar com esse hábito.

Claro, não adianta só anotar e identificar. Por isso, uso o Evernote para isso, pois posso compartilhar essas notas online com meu celular e acompanhar o que devo fazer independente de onde estiver.

Quais são seus micro-hábitos? Que mini-hábitos você precisa estabelecer?

Nas próximas semanas vou tentar estabelecer esses novos mini-hábitos. Atualizo você sobre meu progresso e espero que vocês também compartilhem comigo! Vamos começar hoje a ser mais produtivos e organizados para 2018.

Desafio Literário: 12 livros para 2018

Se alguns gostam de colecionar tênis (como meu marido), minha paixão é colecionar livros. Desde pequena sempre li muito, mas foi apenas depois de “grandinha” que decidi abrir este canal para falar sobre o assunto. Não sou perita, porém aprendo muito com dois “booktubers” que acompanho sempre: a Tatiana Feltrin, do TLT, e o Victor Almeida, do Geek Freak. Eles já têm seus canais há um bom tempo e serviram de inspiração para a criação do meu, na metade deste ano: o Limões & Mexericos.

E como já estamos no fim de novembro, é tempo de fazer a tão aclamada lista de “12 livros para 2018”. É a primeira vez que me proponho a esse desafio literário, mas resolvi entrar nessa e ter (bons) motivos para ler muito no ano que vem. Lembrando que o canal volta em dezembro e já teremos algumas coisas para compartilhar até o fim do ano.

Minha lista de 12 livros para 2018:

1. Em algum lugar nas estrelas, de Clare Vanderpool

2. A menina submersa: memórias, de Caitlin R. Kiernan

3. Redação para o ENEM, de Murilo Oliveira de C. Coelho

4. A Revolução dos Bichos, de George Orwell

5. 1984, de George Orwell

6. Emma, de Jane Austen

7. Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski

8. O Conto da Aia, de Margaret Atwood

9. Os Lusíadas, de Luis Vaz de Camões

10. Romeu e Julieta, de William Shakespeare

11. Homens Imprudentemente Poéticos, de Valter Hugo Mãe

12. Mulheres Exemplares, de Miguel de Cervantes

Muitos desses livros já estão na estante, só esperando para serem lidos e outros estão há algum tempo na minha lista de desejos da Amazon. Se quiser me dar algum presente de Natal, está aí uma dica!

Então em Janeiro, começamos este desafio. Lembrando que ele pode ser o seu desafio também e a cada mês conversarmos sobre ele no canal do Limões no Youtube e por aqui também. E aí, tem sua lista de 12 livros para 2018 também? Compartilha comigo!

 

 

 

Resumo do Mês: Novembro

Estou de volta sociedade! Depois de uns meses aprendendo a ser professora e a cumprir os deveres da rotina escolar, cá estou com o blog novamente. O canal volta em dezembro, mas por enquanto espero vocês aqui mesmo. Confesso que até minhas leituras estacionaram, porém estou muito concentrada em duas obras no momento e em algumas séries muito interessantes.

E por que não compartilhar com vocês?

A título de curiosidade, sim, a vida está caótica e  quase arranquei os cabelos algumas vezes. Quando foi que ser adulto se tornou tão complicado e cheio de coisas para resolver? Algumas vezes eu até queria fazer algo, mas confesso que aproveitei os feriados todos para dormir, e dormir, e dormir só mais um pouquinho. Ser professora, empreendedora, esposa e universitária tem sido meu #desafiodasgaláxias.

 

Bom, mas vamos para o tal resumão do mês (que nem faz muito sentido porque novembro nem acabou kkk). Na real, tenho absoluta certeza que não conseguirei aparecer muito por aqui nos próximos dias, e quiçá no restante do mês, então já vamos adiantar a conversa que é melhor!

Lendo

Dizem que a esperança é a última que morre. E assim prossigo na tentativa de finalizar A Peste, do Albert Camus. Não é que não gostei da obra, mas sua leitura é densa, angustiante e não consegui dar a atenção devida com tantas redações para corrigir. A coisa boa é que voltei a colocá-lo na mochila, então, enquanto volto pra casa de ônibus, me coloquei a meta de finalizá-lo até o fim deste mês. Me cobrem uma resenha depois, ok?

Outra leitura que estou nos finalmente é O Exército de um Homem Só, do Moacyr Scliar. Essa foi uma grata (e engraçada) surpresa que minhas aulas de literatura me proporcionaram neste semestre. Mayer é um dos personagens mais excêntricos que já conheci e estou completamente fascinada em sua disposição em ver a vida de forma tão utópica. Com certeza iremos conversar sobre esse livro por aqui (e no canal também! Aproveita e já se inscreve).

leituras-atuais

Assistindo

Meu senhor amado, não sei o que sentir em relação a 3 séries que comecei no último mês. A primeira da lista é Outlander. Não sei se existem palavras para descrever aquele cenário incrível da Escócia somado a uma história envolvente, mítica e com todos os elementos de antiguidade que amo absurdamente. Não gosto muito de ler os livros que são adaptados para filmes, porque acho que perde um pouco da graça, mas sempre há exceção para tudo nesta vida.

A segunda série que comecei foi Call the Midwife. No começo eu achei os episódios um pouco lentos e quase desisti. Porém com o passar no tempo a história ganha personagens ricos e, o que mais gosto nesta série, humanos. Narrado por uma parteira no fim dos anos 50, os episódios se entrelaçam entre a vida dos moradores do subúrbio do Londres e a própria vida das parteiras da Casa Nonato. Ainda bem que dei uma chance!

Alias Grace foi a última série que terminei esse mês. Ela não é muito grande, porém os 6 episódios me fizeram sair correndo para comprar o livro (olha eu quebrando minhas regras). Com certeza ainda vamos falar sobre essa obra de Margaret Atwood que foi recentemente adaptada pela Netflix. Entrou para a minha lista de favoritos de 2017.

Empreendendo

As coisas na Patiá estavam a todo vapor, mas agora estamos entrando em uma época de baixas, porém planejando os novos rumos para 2018. Muita coisa mudou neste semestre e a empresa também. Entramos de férias logo mais, porém preparando vários projetos novos para o novo ano que se aproxima.

Assuntos Capilares

Decidi deixar meus cabelos assumirem seu formato natural: o ondulado. Com a correria do dia a dia me liguei que não tenho mais paciência para morrer sentada num salão fazendo progressiva, muito menos em casa, alisando as madeixas com a chapinha. Fui lá, comprei um monte de produtinhos ma-ra para cabelos ondulados e estou testando. Só pela hidratação já daria umas 5 estrelas.

Pois estão é isso! Estou de volta, estou na correria, porém com a mesma cara lavada de sempre para falar sobre todas as minhas descobertas literárias e da vida. A gente vai, mas volta. E assim levamos a vida. O que andam fazendo?

 

Criando Novos Hábitos: Esboce sua Rotina

Este post faz parte da série Ponto de Equilíbrio.Você pode conferir os outros posts aqui! 

 

Talvez um dos pontos mais difíceis na mudança de vida que tanto desejamos esteja na força que nossos maus hábitos têm sobre nós. Querendo ou não, tudo parte daí. Quando comecei a ler o livro O Ponto de Equilíbrio estava em frangalhos e precisava mudar algo em minha vida, pois meu estômago já estava gritando por socorro e meu emocional também. Tudo o que eu queria era tranquilidade.

E por mais que este seja um estado de espírito, muitos dos meus hábitos me levavam na direção contrária. Quanto mais tempo passava nutrindo a minha ansiedade, mais doente eu ficava e menos tranquila estava com relação ao meu futuro.

Carter diz que o desenvolvimento de hábitos precisa ser despretensioso. Nada de colocar expectativas demais nesse processo, porque ele precisa ser tranquilo para o “elefante” – representação dos nossos hábitos no livro. O condutor – que somos nós- tem pouca energia para guiar o elefante por longos períodos de tempo. Por isso, começar com pequenos passos é o princípio de tudo.

Hoje vamos falar sobre a primeira dica para começar esse processo. Vamos lá?

Dica 1: Esboce um rascunho da sua rotina

Como tudo na vida, você precisa saber onde está para conseguir traçar um plano em outra direção. Sendo assim, o primeiro passo é “passar algum tempo projetando o hábito ou rotina que você gostaria de criar”. Mas por que planejar?

Voltamos a história do elefante e do condutor. Como o mau hábito já está criado, ou seja, seu elefante age da mesma forma no modo automático, é necessário criar um “plano de voo” que inclua exatamente o que o elefante precisa fazer quando estiver no piloto automático.

Por exemplo, eu preciso beber mais água. Não é algo muito natural para mim ficar bebendo água, mesmo trabalhando em casa. Porém esse é um hábito que preciso desenvolver e percebi que quando tenho uma garrafa cheia de água perto de mim, consumo mais água naturalmente.

A chave é descobrir onde a rotina começa.

Crie algum tipo de recompensa rápida

A cada novo hábito desenvolvido e mantido (não adianta fazer um mês e parar), estipule uma recompensa instantânea e que crie um reforço positivo em seu cérebro. Não precisa ser algo que dependa de terceiros ou gastos financeiros.

No meu exemplo, quando bebo a quantidade de água recomendada pra mim danço pela casa ao som das minhas músicas preferidas. É só dar play e pronto! Meu cérebro recebe automaticamente um reforço positivo para o meu novo hábito. Isso me ajuda a mantê-lo e consequentemente me deixa mais feliz e saudável.

Sua recompensa rápida precisa possibilitar e fortalecer sua saúde e felicidade. Já temos culpas demais na rotina e a ideia é ir se livrando delas com hábitos e atitudes positivas. É difícil no começo, até porque o elefante é maior que você, mas as trilhas são abertas aos poucos e com bons reforços positivos.

A maioria das pessoas não se dedica a construir uma rotina, por isso às vezes perde o controle das coisas. Como as seis da manhã não tenho muito controle, preciso da ajuda do piloto automático.

Carter

O importante é não desistir. Lembre-se: tolerar um pouco de desconforto faz parte do processo de crescimento.

 

9 maneiras de aliviar a sobrecarga

Eu já escutei que não existe essa história de ponto de equilíbrio, e acredito que para muitas pessoas essa realidade pareça tão distante que o conceito seja uma utopia mesmo. Para mim foi assim durante boa parte da minha vida, até bem recentemente na verdade. Em momentos de crise, chegava a chorar por estar tão cansada que a ideia de largar tudo e me esconder numa toca parecia muito atrativa.

Mas a vida não é assim. As contas não param de chegar (sejamos realistas) e o que na realidade provoca esse sentimento louco de fuga não é o trabalho em sim, mas a forma como lidamos e pensamos em trabalho. Eu ainda tenho muito o que aprender e colocar em prática, mas afirmo que o pouco que já consegui colocar em prática do livro já me aliviou um bocado.

Importante: se mesmo dando aquela aliviada na sobrecarga, você ainda sente que tem algo errado e que não consegue lidar sozinho. Não exite em procurar ajuda!

Abaixo a Christine Carter, lista rapidamente 9 maneiras de aliviar a sobrecarga. São pontos bem simples e práticos, nada fora da realidade (porque aqui é humano falando com humano, ou seja, só gostamos do que é aplicável). Estou dizendo que vai ser moleza? Não, não estou dizendo isso. Mas vale tentar. Uma dica a cada mês, que sabe? Não tem regras. O que vale é a ação em si.

1. Faça a sua cama.

Tapa na cara logo no início. Costuma sair de casa e deixar a cama uma zona? Pois é, amigos. Para a autora “há alguma verdade na ideia de que o estado da sua cama reflete o estado da sua mente”. Então, dá uma olhada na sua cama. Quanto tempo faz que você não troca o lençol e a fronha? Começamos por aí. Porque esticar o cobertor por baixo de um emaranhado de roupa e bagunça é mentir pra si mesmo, né?

2. Ajuste o celular para que entre automaticamente no modo silencioso uma hora antes de você se deitar.

Alguém sabe como faz isso no celular? Eu achei essa ideia genial. Ainda mais pra quem trabalha como freelancer e fica toda hora recebendo e-mails, bipes de whatsapp e aqueles sinais sonoros que automaticamente te acordam e dão aquela sensação de que você está perdendo algo. Só que a única coisa que estamos perdendo são as preciosas e restauradoras horas de sono (falaremos de sono em outro post!).

3. Desenvolva uma maneira de “negar de modo gentil”.

Um dos grandes problemas da humanidade hoje é não saber dizer “NÃO”. Palavra pequena, mas tão difícil de praticar. Parece que estamos sendo maus ao dizer não para pessoas, lugares e situações. Que não fazemos mais parte de um grupo seleto e especial. Gente, por favor! Carter explica no livro que não somos capazes de fazer milhares de coisas ao mesmo tempo e no período de 24 horas que temos, por isso a importância de negar tudo aquilo que, pode até ser legal, mas não irá acrescentar nas suas 5 maiores prioridades de vida. Saber dizer não também é uma forma de se manter equilibrado e saudável. Comece a treinar! Dói no começo, mas depois passa.

4. Desligue sua TV, a menos que deseje ver algo específico.

O grande volume de informações jogadas em nós pela televisão é absurdo. Graças a Deus temos Netflix e outros aplicativos que nos permitem pular anúncios ou até mesmo não recebê-los. Ela é bem categórica ao dizer “nunca assista aos comerciais – grave seu programa, para ver apenas o que lhe interessa”. Se expor a todos esses estímulos nos deixam estressados e menos produtivos.

5. Faça ao menos uma refeição por dia sem realizar qualquer outra coisa ao mesmo tempo.

Quanto tempo faz que você não senta para comer e apreciar somente a comida e seu sabor? Confesso que tiro o almoço, muitas vezes, para ver os stories de quem eu sigo. Porém isso não é o ideal. É como comer vendo TV, você não presta atenção na comida e pode acabar comendo demais ou de menos. Prestar atenção ao momento presente é outra forma de se manter menos ansioso e mais perto de alcançar seu ponto de equilíbrio. Tarefa nada fácil.

6. Tome decisões sobre coisas rotineiras apenas uma vez.

Isso facilita suas escolhas do dia a dia e economiza tempo para outras atividades que vão exigir mais de você. Por mais que as opções disponíveis para tudo em nossa vida sejam inúmeras, Carter explica que o melhor é se manter fiel ao que você gosta e ponto final. “Compre sempre as mesmas marcas, escolha o mesmo visual em cores diferentes para que não tenha que decidir o que vestir todas as manhãs, prepare as mesmas refeições básicas na maioria dos dias da semana”, e por aí vai.

Confesso que praticar essa dica me tornou uma pessoa mais consciente do que gosto e facilita meu dia a dia. Por exemplo: quando quero comer macarrão fora de casa, sempre vou no Bona Panqueca e peço o mesmo tipo de macarrão e tenho apenas duas variações de molho que alterno para não enjoar. Pronto! Não fico com fome rodando todas as opções da praça de alimentação e correndo o risco de pagar por algo que não vou gostar.

7. Organize uma gaveta ou prateleira por dia.

Tem mais coisas bagunçadas na sua casa do que somente a sua cama? Bom,  a dica é ir devagar e arrumar aos poucos. No fim, tudo vai estar arrumado e mais claro na sua vida. De verdade!

8. Estabeleça uma “folga” para estar com seus amigos e familiares.

Acredito que são eles que nos conectam com nossas raízes e trazem felicidade genuína à nossa vida. Se sua vida é muito louca e não consegue parar aos fins de semana, comece marcando na agenda um horário específico para eles. Leve a sério, como se esse tempo fosse tão importante quanto uma reunião de trabalho.

9. Deixe de ser multitarefas.

Eu lembro que quando estava na faculdade, o maior orgulho era dizer que a pessoa era multitarefa. Saber fazer várias coisas ao mesmo tempo era significado de ser produtivo, rápido e competente. Porém diversos estudos mostraram que nós não nascemos para ser multitarefas e que ao invés de sermos produtivos, nos tornamos mais lentos e ineficientes em nossas atividades. De acordo com os estudos citados por Carter em seu livro, ser multitarefas “o torna propenso a erros. Você pensa que está produzindo mais, quando, na verdade, acaba se tornando ineficiente”.

Só aqui já tem exercícios pro resto do ano todo. Mas o intuito aqui é colocar a mão na consciência e perceber se seu estilo de vida tem te levado a ser mais produtivo, saudável e eficiente ou não. Eu tenho tentando colocar todas essas dicas em prática e boa parte delas me ajuda bastante, ainda mais porque sou ansiosa e com fortes tendências a procrastinação. Então, pra mim, precisa ser simples e prático.

Espero que essas dicas possam te ajudar a ter uma vida com mais equilíbrio. Colocou alguma dessas dicas em prática? Me conta nos comentário se funcionou ou não pra você.