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Empreender envolve desistir

Talvez uma das lições mais difíceis do empreendedorismo e (não acredito que todos que empreendem já tenham percebido isso) que minam todas as nossas forças é não saber quando parar. Não existem chefes, em teoria você está trabalhando em algo que é seu e, sim, tem muita gente pregando por aí que você precisa dar tudo de si e mais um pouco para chegar no que deseja.

Em partes, essa é a mentalidade, mas o que vejo bem poucas pessoas falando é o quanto é necessário ter equilíbrio em todos os aspectos da vida para que ao invés de empreendedor, não nos tornemos escravos de nós mesmo. Não existe férias, não existe tempo pré-determinado de jornada de trabalho, não existe tempo para alimentação regrada.

Boa parte de todos esses sintomas estão ligados a premissa de que dando tudo de si agora, você poderá descansar depois. Quando a conta bancária estiver cheia, quando o negócio estiver com muitos investidores, quando clientes vão estar entrando pelas batentes. Só que não é bem assim. Todo começo é difícil? Sim. Porém esquecemos que sonhos são realizados quando todos os outros pilares da nossa vida estão em completa harmonia. Uma cadeira não se sustenta se estiver com uma das pernas quebradas.

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Foto: Divulgação

 

No ano passado, recebi um livro da Editora Sextante que se tornou meu guia de vida: Ponto de Equilíbrio, de Christine Carter. Eu estava sobrecarregada no trabalho, estava tentando construir uma casa e dizia sim para qualquer outro trabalho extra que aparecesse. Resultado: cheguei a um nível de estafa e estresse tão grande que, ao final de um projeto, estava querendo largar tudo e com meu emocional completamente devastado.

E estar assim não é só pra quem tem seus 40 e poucos anos. Pode acontecer com 24, como foi comigo. Eu não estava feliz e achava que empreender me salvaria do caos em que me encontrava. Mas empreendedorismo não funciona se as pernas da cadeira estão quebradas (sendo repetitiva). A vida não funciona se tudo não está em seu devido lugar. E a minha primeira tentativa de empreender deu muito errado, e eu desisti.

Pensando nisso, durante esse mês vou compartilhar alguns dos ensinamentos do livro que me fortaleceram na minha segunda tentativa de empreender e que me ajudaram a começar a nova faculdade, buscar desenvolver minhas capacidades como professora e, mais recente, abrir meu canal no youtube e começa esse blog.

Ufa! Parece bastante coisa e é, mas sou adepta de livros de auto-ajuda que não são piegas. Que são práticos e feitos para a vida real. Se me ajudou, pode ajudar você também.