#ProjetoFotográfico 2018: Garuva

Sim, comecei 2018 com mil projetinhos para colocar em prática a minha primeira prioridade deste ano: Ficar feliz e saudável. Como meu trabalho basicamente exige que eu me mantenha inspirada, pensei em atividades que pudessem me proporcionar essa inspiração. Para mim, é o sentimento de coração quentinho que me motiva a criar coisas novas e a me dedicar a algo.

Aproveitando a viagem para a Barra do Saí, onde minha família tem uma casa, tirei várias fotos para o meu #projetofotográfico 2018. Nunca fiz algo do tipo, pois tinha a ideia de que só quem tem câmera profissional consegue fazer boas fotos, mas eu estava redondamente errada. Sempre amei fotografia e parei. Olha como sou boba. Em boa parte porque em era de Instagran parece que foto virou sinônimo de narcisismo – milhares de fotos que mostram rostos e posses, roupas e objetos de desejo.

Nada contra. Eu tenho várias fotos assim, porém a ideia é apurar um pouco o meu olhar para as coisas que acho bonito, que me inspiram e que marcam os locais por onde passo. Senti que é importante recordar com fotos e este projeto é sobre isso: RECORDAÇÕES. 

Minha viagem de volta pela Estrada de Garuva e pela BR-376 foi incrível e possui lugares que só olhos atentos percebem. Compartilho com vocês minha visão sobre esses dois trechos.

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@Créditos: Camila Rehbein

Espero que gostem e se inspirem a fazer seus próprios projetos 🙂

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A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, Martha Batalha

Eurídice bem poderia ser minha avó. Senti isso desde as primeiras páginas de A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, escrito por Martha Batalha e publicado pela Companhia das Letras. Ambientado no Rio de Janeiro dos anos 40, a história conta como foi a vida da personagem, que tem sua trajetória marcada por fatos que a moldam segundo o querer de terceiros, nunca os seus.

Na infância, o sonho de tocar flauta vai por água abaixo por vontade dos pais, seu Manuel e dona Ana, que eram avessos a tudo o que era estranho a seus olhos. A filha tocar na Sinfônica?? Eu hein! Já casada com Antenor, o sonho de ser ter seu caderno de culinária publicado se torna ilusão com as gargalhadas do marido que não vê em seu projeto futuro algum.

O tempo passa e a costura e seu ateliê montado na sala de casa também vira fumaça quando Antenor fica doente e descobre o projeto, que vale dizer, fazia muito sucesso e tinha várias clientes pelos bairros do Rio. Como Eurídice tinha coragem de trabalhar desse jeito? E a casa, e as crianças? Jogadas às moscas, no pensamento do marido. Afinal, ele era o provedor e ela a dona de casa. Estes eram os papéis, muito bem estabelecidos pela sociedade naqueles tempos, e não poderiam ser mudados só porque Eurídice estava entendiada.

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O livro ainda desdobra a história de várias mulheres, vizinhas ou não da personagem principal, que também se veem moldadas (ou amordaçadas) pelos pensamentos e costumes de sua época. Cada um ali, seja homem ou mulher, tem seus motivos para levar a vida que leva. Seja por enfado ou apatia, sonhos não alcançados ou dedos das próprias mães, cada personagem revela um mundo a ser desvendado a cada página.

Todas as histórias de se entrelaçam de alguma forma e Martha Batalha consegue transformar Eurídice, Antenor, Zélia, Guida, Antônio e tantos outros em pessoas reais, que habitavam um sociedade que nos é estranha e que povoa nosso imaginário apenas pelas histórias antes de dormir que nossas avós contavam. São tão reais que podemos sentir suas dores e se incomodar com cada frustração ou sorrir com cada alegria.

Minha única ressalva para a edição que comprei são alguns erros de revisão, que afetam a compreensão em alguns momentos, porém não a ponto de prejudicar a leitura como um todo. Vale cada página lida para perceber que o que nós, mulheres do século XXI, conquistamos e ainda precisamos conquistar. Por você, por mim e por Eurídice, que bem poderia ser a sua avó.

Ficha Catalográfica:

Título: A Vida Invisível de Eurídice Gusmão

Autora: Martha Batalha

Editora: Companhia das Letras

Ano de Publicação: 2016

Gênero: Ficção brasileira

Número de Páginas: 188

Praticando a Gratidão

Costumamos querer muito, mas e quanto a agradecer? Um dos exercícios que nos ajudam a ter uma vida equilibrada (e feliz, muitas vezes) é praticar a gratidão. Olhar ao redor e perceber que já temos muito e se algo vem sem esperarmos, devemos ser ainda mais gratos. Eu já pincelei neste post aqui que precisamos da proporção 3:1 para sermos pessoas mais felizes, ou seja, você precisa pensar em 3 coisas positivas para cada negativa que vive no seu dia.

Praticar a gratidão pode ser uma dessas atividades positivas a serem feitas ao longo do dia. Ao invés de só olhar as coisas negativas, parar um pouco e ver tudo de bom que já foi conquistado é um excelente passo. Dados apontam que a gratidão é uma das emoções positivas mais poderosas que existem, sendo apontada como parte da essência da felicidade.

Vamos aos dados. Os cientistas que pesquisam sobre o assunto descobriram que pessoas que praticam a gratidão constantemente:

  • são mais entusiasmadas, interessadas e determinadas;
  • sentem-se 25% mais felizes do que os que não a exercem;
  • têm mais propensão a ser gentis e prestativas com os outros.

A gratidão é uma habilidade, como aprender a falar alemão ou jogar bola. Pode ser ensinada e precisa ser exercida de maneira consciente e deliberada.

É um mito enorme dizer que nascemos gratos e ponto final. Somos egoístas por natureza e sempre estamos atrás de mais e mais coisas para nos satisfazer. Em muitos casos, nem olhamos para trás. Por isso, é importante acrescentar esse hábito a rotina, pouco a pouco.

Um exercício que gosto bastante, e que também pode te ajudar, é manter um caderno de gratidão. Ele não precisa ser físico, existem diversos apps no mercado com esse propósito, mas também é possível usar um caderno do seu bloco de notas do celular ou coisa que o valha. A cada momento que perceber que está muito negativo, pare um instante e reflita em pelo menos um motivo para ser grato e escreva.

Eu sou grato (pelo que) porque (motivo).

Exemplo: Eu sou grata por acordar bem, porque isso me ajuda a ser mais produtiva em minhas atividade diárias.

É muito simples. Você pode repetir isso ao longo do dia e ir guardando sua anotações para lembrar mais tarde o quanto você é afortunado. Pratique a gratidão em 2018 e veja como a perspectiva que temos da vida pode mudar consideravelmente.

 

7 coisas simples que você pode fazer para aproveitar o dia de hoje

Aproveitar o momento presente é um dos grandes desafios que a humanidade tem que enfrentar. Não sei você, mas eu tenho a tendência de ficar ruminando tudo o que fiz ou preciso fazer amanhã, e de acordo com a teoria Mindfulness é o momento presente que importa realmente. Você só pode agir no hoje. E nada mais.

Semelhante a ela, temos a filosofia utilizada pelos Narcóticos Anônimos em que é essencial viver um dia de cada vez, simbolizado pelo lema: Só por hoje. Não existem mais ações a serem feitas no passado e nada que possa ser feito no futuro, afinal, estamos todos vivendo o presente, agora, enquanto você lê este post. Não é possível se projetar novamente para as 9h e tomar um café da manhã mais saudável, nem fazer hoje as compras necessárias da sexta.

Por isso, existem 7 coisas que você pode fazer hoje para deixar seu dia mais leve. Vamos lá?

1. Faça um daqueles bons intervalos durante o dia.

Para cada 60-90 minutos trabalhados, tire um pausa de 10 a 15 minutos. Saia um pouco e divirta-se!

2. Aumente a proporção de emoções positivas em relação às negativas.

Há dias em que estamos mais negativos. Eu, por exemplo, não funciono muito bem em dias nublados, mas o mundo não para (ainda mais em Curitiba) e preciso criar situações que me deixem feliz e motivada para encarar as atividades do dia. Hoje de manhã, fiz minha bebida quente preferida e só de sentir o cheiro dela já fiquei muito mais feliz. A socióloga e autora do livro Ponto de Equilíbrio (que falamos bastante aqui no blog) afirma que ” para levar uma vida feliz, a pessoa precisa vivenciar, em seu cotidiano, um mínimo de três emoções positivas para cada negativa (3:1)”.

3. Crie um pequeno hábito que lhe poupará tempo.

Coloque suas chaves sempre ao lado da porta, lave a louça logo após comer ou até mesmo organize suas coisas do trabalho na noite anterior. Qualquer esforço feito hoje pode fazer uma enorme diferença amanhã, ou seja, por mais que não possamos agir no futuro, o que fazemos hoje influencia diretamente o amanhã.

4. Estabeleça um hábito de felicidade.

O que te deixa feliz? Não precisa ser algo grande, como viajar para o Caribe. Os hábitos de felicidade devem ser coisas do cotidiano, como jogar Minions na hora do almoço ou ouvir aquele podcast sobre empoderamento da palestrante que você admira.

5. Tire 10 minutos para não fazer nada.

Está lançado o desafio. Não fazer nada parece estranho em um mundo onde estamos com celular quase 100% do tempo, mas vale tentar. Os estudos apontam que não há problema em ficar entediado olhando para o nada, o resultado será excelente, pois não fazer anda por 10 minutos nos deixa muito mais produtivos depois.

6. Sorria para o atendente e puxe uma rápida conversa.

Sim, vale falar sobre tempo, mas adicione um plus  a conversa: ao final, se despeça falando o nome da pessoa. Normalmente os caixas do supermercado tem seus nomes no crachá, mas se não tiverem, pergunte seu nome. Vale até o seu vizinho sonolento no elevador. Pratique!

7. Resolva um pequeno problema num relacionamento importante.

Quanto tempo faz que você não almoça com a sua mãe? Este é só um exemplo, ainda mais se o relacionamento entre você e o outro está um pouco tenso. Encontre algo agradável (e sincero) para dizer, mesmo que as coisas não andem tão fáceis.

Que em 2018 nós possamos viver mais o momento presente. Feliz Ano Novo, pessoal!

Escolha cinco prioridades e diga “não” para todo o resto

Não sei como foi para você, mas meu 2017 foi um ano daqueles. Em termos de produtividade e organização a coisa foi bem caótica e oscilei bastante entre momentos mais focada e organizada e outros em que não sabia nem mesmo onde estava a minha cabeça. Houve momentos em que deu até vontade de largar empresa, escola e outras coisas só para ficar na caverninha. Ué, Camila, mas você não tem vergonha de falar isso? Não, porque ter esse tipo de pensamento faz parte da caminhada de qualquer ser humano, mesmo àqueles que estão vivendo seus sonhos.

Ter uma vida cheia de trabalho, com várias responsabilidades também é sair da zona de conforto e com o estresse batendo lá em cima é normal que nosso organismo queira o descanso, que nem sempre vem na hora em que ele está gritando enlouquecido que quer dormir. Sempre quando chega a estes momentos, lembro da “dica” de Kristin van Ogtrop:

Antes de questionar sua vida inteira e as decisões que tomou, verifique: hormônios, privação de sono, bagunça da casa, nível de teimosia das crianças, colegas de trabalho intoleráveis. Se nenhum destes agentes for responsável por sua infelicidade, talvez você tenha, de fato, problemas maiores”.

Adotei essa frase como mantra, meu balizador para os momentos de desespero. Como fiz terapia por alguns anos, aprendi a me distanciar dos meus problemas (na medida do possível, claro) e não desistir só porque a situação não é favorável à minha zona de conforto. E para organizar melhor meu 2018 entre todas as áreas da minha vida (casa, família, faculdade, empresa e docência), adotei uma orientação que a Christine Carter dá em seu livro O Ponto de Equilíbrio: Escolha as suas cinco prioridades e diga “não” para todo o resto.

Se você é como eu que tem dificuldade em alinhar bem o que deve ser feito e se perde no caos que é sua cabeça, delimitar 5 prioridades para a sua vida e seguir a risca parece um caminho mais claro a ser seguido.

Dizer NÃO, o princípio das dores

Estou há quase 4 anos treinando o NÃO como resposta e ainda não dominei a arte totalmente, confesso. Porém, dizer essa palavra tão pequena é o que poderia dividir os homens dos animais ao meu ver, porque é rápido e nos livra de sobrecargas que não precisamos em nossa vida. Dizer não educa mais do que vários sims. O problema é que não somos ensinados a dizê-lo.

Então cabe um exercícios aqui: Se você esta lendo este post e chegou até aqui, olhe para a pessoa que está ao seu lado e diga “Não”. está sozinho? Imagine uma situação em que você sabe que dizer “Não” vai te poupar de desconforto e diga em voz alta “Não”.

AVISO: no começo é normal sentir uma dorzinha ao dizer não, porque temos a tendência de acreditar que estamos perdendo ao dizer não, porém isso é um engano terrível. De acordo com Kevin Ashton, em um artigo para a revista Medium intitulado “Pessoas Criativas dizem Não”, só há vantagens em aprender essa arte.

“Dizer ‘ não’ tem mais poder criativo que ideias, insights e talento combinados. ‘Não’ poupa tempo, que depois usaremos para tecer as nossas criações. (…) Não somos ensinados a dizer ‘não’. Somos ensinados a não dizer ‘não’. ‘Nao’ é contrariar, rejeitar, um pequeno ato de violência verbal. ‘Não’ é para drogas e estranhos oferecendo doces”, diz.

Só que não é bem assim na vida real, e quando mais “Sim” nós dizemos, mais sobrecarregados ficamos com prazos que não podemos cumprir, promessas que não são viáveis para nós, eventos que irão nos privar de sono e que, lá no final, irão nos fazer questionar que diacho estamos fazendo da vida. Mas dói e este deve ser um treino diário e coerente (não adianta sair dizendo não pra tudo sem ponderação).

Faça sua lista de prioridades (5 no máximo)

Peter Bregnan, autor de 18 minutes, aconselha que nós devemos escolher 5 prioridades para as nossas vidas para, então, passarmos 95% do tempo desempenhando apenas aquelas atividades, dizendo “não” para todo o resto. Desafiador, não? Mas quero tentar junto com vocês esse exercício e ver o quanto consigo realizar em 2018. Carter fala que essa ideia também a surpreendeu, pois “eu estava convencida de que não havia como passar 95% do meu tempo fazendo coisas que fossem minhas maiores prioridades. Eu estava ocupada demais cumprindo horário!”, ela conta em seu livro.

Mas na realidade é algo bem simples: anote, por ordem de importância, suas cinco maiores prioridades para 2018. A título de exemplo, ela exemplifica suas prioridades naquele ano:

(1) Manter a saúde e felicidade: está é a maior prioridade. As primeiras coisas que agendo são as que mais afetam a minha felicidade. Reservo tempo para dormir, praticar exercícios, para os amigos e a família, e digo “não” para as atividades – por mais divertidas que sejam – que interferem no sono, nos exercícios e no tempo que passo com amigos íntimos. E a saúde e felicidade foram afetadas, todo o resto estará em risco.

(2) Apoiar os outros: primeiro meus filhos e meu marido; o resto da família em seguida; amigos e comunidade depois. Trata-se de criar seres humanos incríveis, saudáveis e feliz e cultivar a ideia de que faço parte de algo maior do que eu mesma.

Percebam que as prioridades não são objetivos, mas estão relacionadas a eles. É como um norte, se ao ponderar você notar que suas prioridades estão sendo feridas, é melhor dizer não do que afetar todo o resto.

Em 2018 já tenho as minhas prioridades e está sendo beeem mais fácil nortear os outros horizontes da minha vida. Ser uma pessoa consciente ajuda muito nas tomadas de decisão, percebo isso agora e já é uma das minhas prioridades da lista.

Este post te ajudou? Deixe-me saber! Se você já fez sua lista de 5 prioridades, deixe nos comentários como foi a experiência.

 

 

Minha experiência com o Kindle 8

Sempre fui uma leitora ávida. Quando estudava, minhas idas à biblioteca eram constantes e lembro nitidamente de uma tarde chuvosa e fria em que li meu primeiro livro de terror. Cresci e agora tenho meus próprios livros, porém já fazia quase um ano que vinha namorando um Kindle. No começo eu não sabia se ia rolar sentimento, porque sou dessas que marca tudo com post it para reler trechos importantes depois. Esperei pacientemente até a Black Friday chegar e arrematei o meu.

Primeiro que minhas experiências de compra na Amazon sempre foram excelentes. Tudo sempre chega rapidinho e para os ansiosos é muito bom pode contar com essa agilidade. Ele chegou dois dias após minha compra e já fui ligando tudo. Eu já lia livros no Kindle para Android, então já estava mais familiarizada com a interface.

O modelo que eu comprei é o Kindle 8, que não tem iluminação. Já ouvi várias pessoas falando que não compensa, mas não sou dada a leituras noturnas e o plus do Paparwhite não me chamou tanto a atenção. Além de super leve, ele possui uma memória de 4G e uma bateria que demora muito para acabar. 

Uma das principais vantagens que percebi é no custo dos livros: um livro físico que custa, por exemplo, R$39,90 sai por pouco mais de R$9,90 para o dispositivo. Por mais que o preço não seja tão convidativo para aqueles que não são acostumados (R$299), é sim um excelente custo-benefício. Eu mesma já comprei vários livros e estou considerando assinar o Kindle Unlimited.

Com ele, é possível acompanhar o avanço da leitura, ajustar tamanho da fonte, comprar novos títulos direto pela loja da Amazon e ainda há um navegador experimental que pode ser utilizado. A tela é fosca e não prejudica a leitura, realmente parece que é uma folha de papel. Eu estou apaixonada pelo meu Kindle e posso dizer que valeu a espera!